Continuando o percurso pela Estrada Silveira da Motta, mais uma vez a visão dos vale-riopretanos que por lá passam é tomada pela impressão de que a enchente de três meses atrás aconteceu ontem. O que se presencia no Km 25 demonstra a clara morosidade reinante no Governo do Estado do Rio. Para o motorista vindo do Centro de São José, quem logo dá as cartas é o poste caído até hoje à beira da estrada, servindo de indício para o que encontrará adiante.
Muito semelhante à situação próxima à Ponte Branca (final do Km 26), defrontamo-nos a imensa cratera consumindo a lateral direita da Estrada. O tráfico continua em meia pista e a única solução apresentada não vai além das placas sinalizando desvio.
E, pelo visto, foram necessárias placas com os pés fixados em cimento mesmo, pois os próprios cones permaneceram lá há tanto tempo que foram arremessados ao buraco, empilhando-se em meio aos detritos.
Ao analisar a quantidade de rochas e, principalmente, a maneira com que o asfalto da Estrada foi feito em pedaços, é possível perceber o grau de periculosidade também para os pedestres, os quais não dispõem de uma calçada decente no outro lado e estão sujeitos a acidentes por conta dos veículos em alta velocidade.
É lastimável o quanto a Estrada vem sofrendo com a erosão e, por consequência disto, prossegue cedendo seu asfalto.
Pouco à frente da cratera, outro buraco. Neste, o processo erosivo é ainda mais evidente.
Enquanto o carro passa, a terra é persistentemente escavada, alargando cada vez mais o espaço destruído. O mato começa a ocupar toda a areia sedimentada. Em contraste a tanta desconsideração pública, a flor "rompe o asfalto", parafraseando Drummond.
Na curva da garagem da Progresso, o poste mantém-se em inclinação. Não surpreenderá caso alguma das contantes quedas de energia em São José provenha daí.
É triste ver uma cidade pacata como São José em um estado destes; a falta de consideração por parte do atual governo chega a ser revoltante. Fico feliz em saber que o povo está agindo e cobrando os seus direitos, confesso que não esperava isso da população local, creio que nem o "poder" esperava.
ResponderExcluirParabéns pelas postagens,
André.